
Eu estou numa época muito boa da minha vida. Depois de todas as apurrinhações desses 4 anos de faculdade, finalmente achei as respostas para minhas perguntas pessoais, mas hoje foi um dia caótico.
De manhã enfrentei um trânsito caótico, mas tudo bem, isso é praxe, quem mora por aqui já está familiarizado com isso. O ruim é que fico com o pescoço todo tenso, mas ok. Cheguei na faculdade e entrei cedo demais (acabei pegando o finzinho da aula de outra turma) e acabei conhecendo pessoas novas agradáveis, mas o prof disse que ía avaliar a turma com 5 fichamentos de textos, 2 resenhas de filmes, um seminário e uma prova. Imagine como meus cabelos não ficaram arrepiados?
De tarde tive que procurar saber onde passava o onibus pra ir pro outro campus da faculdade. Quando cheguei na aula de didática (veja bem o nome da aula: didática) já tomei um esporro por chegar atrasada, mas por estar de bom humor devido as tais respostas do além que recebi, não levei o esporro a mal, "ela está só me informando do horário". Dessa vez relevei a escorregadela da profa, mas quando ela me chamou de lenta, fiquei me perguntando qual era a didática que ela ensina, se nem respeito pelo aluno ela tem. Eu só não ouvi a chamada porque um velho chato da música queria que eu desse atenção a ele, e por algum motivo eu atraio esses tipos chatos e reclamões. Não era questão de agilidade de raciocínio, quero ver ela fazer um bloquinho de Kumon do nível f em 10 minutos ou menos como eu fazia. Outra coisa que odiei nessa mulé mal comida é a tentativa de engajar os alunos na sua politica universitária. Ela levou uns dados lá sobre a relação de alunos que passaram pra UFRJ em 2011 e disse que trocara o vestibular próprio para o ENEM foi uma decisão péssima porque aumentou o número de pessoas de classe A na facul. Só que ela não viu a incoerencia desse argumento pois os alunos de JPA estão no segundo lugar no ranking. JPA é um conjunto de bairros pobres e de classe média baixa (e média média).
Enfim, só pra continuar o dia trágico, no ônibus pra voltar pra casa, sentei ao lado de um senhor que tinha os ombros muito largos. Euzinha tenho os quadris largos, então vejam bem como ficamos parecendo duas sardinhas enlatadas. Sugeri ao velhinho que levantasse o braço da cadeira para termos mais espaço, mas ele não quis. Eu até simpatizei com ele, mas ele tinha que soltar a seguinte pérola: "vai ficar apertado porque nós dois somos fortes". Só esclarecendo uma coisa: forte é eufemismo pra gordo segundo as balanças de farmácia.
Lenta, gorda e atolada: é assim que as pessoas querem que eu me veja. Desculpem-me quem é inocente nesta questão, mas quero que todos eles vão pro CARALHO!




